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Boletim Econômico de setembro: visão de longo prazo auxilia alcance de metas de rentabilidade

Boletim Econômico de setembro: visão de longo prazo auxilia alcance de metas de rentabilidade

Em agosto, o Ibovespa registrou queda pelo segundo mês consecutivo e fechou o mês com perda de 2,48%, aos 118.781 pontos. O Real se apreciou 0,73% frente ao dólar e encerrou o mês cotado a R$ 5,17, porém ainda com desvalorização em 2021 de 0,33%. A pressão inflacionária e a expectativa de ampliação do risco fiscal adicionaram prêmio de risco ao DI, com movimentos mais acentuados nos vencimentos longos, o que levou o índice IMA B5 a fechar em 0,15% e o IMA B5+, negativo, em -2,22%.

  • Situação

No cenário externo, com o avanço da vacinação contra a covid-19 e com os estímulos fiscais e monetários, a atividade econômica retomou em ritmo acelerado. No entanto, dada a ameaça da nova variante, Delta, do coronavírus, o ritmo de crescimento diminuiu no último mês.

No cenário interno, a crise político-institucional, a falta de solução para o pagamento dos precatórios que vencem em 2022, as incertezas quanto ao risco fiscal e o baixo crescimento da economia fazem com que os ativos internos operem com alta volatilidade.

Além disso, a inflação segue elevada, influenciada, principalmente, pelo aumento da tarifa de energia elétrica devido à crise hídrica no país. A previsão da pesquisa Focus, do Banco Central, é de que o IPCA termine o ano em 7,76% – mais que o dobro da meta de inflação para 2021, de 3,75%, e para o fim de 2022 em 3,98%, também acima da meta de 3,50%. Diante deste cenário, espera-se, aumento da taxa básica de juros (Selic) nas próximas reuniões do Copom, elevando as projeções para 7,75% ao final de 2021.

  • Análise

A inflação de agosto, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), foi de 0,87%, acumulando altas de 5,67% no ano e 9,68% nos últimos 12 meses, ficando bem acima do limite da meta de inflação, que é de 5,25%.

No início do mês de setembro, até 08.09.21, as taxas do DI continuaram se elevando, com consequente desvalorização dos ativos. Os índices IMA B5 e IMA B5+ acumulavam perdas no mês de -0,12% e -1,62%, respectivamente. O Ibovespa acumulava perda de 4,56% e o Real tem se depreciado frente ao Dólar, acumulando baixa de 2,28% no mês.

Apesar do cenário de curto prazo mais desafiador, com muitas incertezas e alta volatilidade, estamos trabalhando para atingir as metas de rentabilidade futuras, considerando a visão de longo prazo de uma EFPC, buscando oportunidades de alocações para compor os portfólios dos planos administrados pela BB Previdência, como, por exemplo, novas alocações em títulos públicos atrelados à inflação (NTN-B) e em fundos de investimento em ações, aproveitando o nível atual dos preços destes ativos.

Tendo em vista a recuperação mais rápida de algumas economias globais, cujo avanço da vacinação e a reabertura das atividades foram mais eficazes, estamos também aumentando nossas posições em fundos de investimentos no exterior.

A BB Previdência continuará avaliando outras oportunidades para alocações em fundos de ações, fundos imobiliários e fundos estruturados.

  • Glossário

DI – Deposito Interbancário.

EFPC – Entidade Fechada de Previdência Complementar.

IMA – Índice de Mercado ANBIMA. – É referência para os investimentos em renda fixa.

IMA-B 5 – Títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA com vencimento de até cinco anos.

IMA-B 5+ – Títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA com vencimento igual ou acima de cinco anos.

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