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Boletim Econômico – Novembro

Boletim Econômico – Novembro

Encerramos o mês de outubro em um ambiente de bastante incerteza, com o Ibovespa registrando queda pelo quarto mês consecutivo, acumulando      perdas no mês de 6,74%, aos 103.500 pontos, e acumulando baixa no ano de 13,04%. O Real se depreciou 7,34% frente ao dólar, encerrando o mês cotado a R$ 5,64, com desvalorização em 2021 de 8,66%. Os juros continuaram subindo, levando à desvalorização dos índices      IMA B5 (-1,24%) e      IMA B5+ (-3,87%).

O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa básica de juros (Selic) para 7,75%, tendo em vista a alta inflação no país. O Comitê divulgou que os riscos fiscais exigem uma taxa neutra de juros mais elevada para recuperar as expectativas inflacionárias. Portanto, espera-se um aumento de 1,50 ponto percentual para a próxima reunião do Comitê, em dezembro.

Situação

No cenário internacional, a inflação acelerou, o que levou a uma mudança de postura por parte de alguns bancos centrais. Nos EUA, foi iniciado o processo de redução dos estímulos monetários. O Banco Central Americano (Federal Reserve) confirmou o tapering para meados de novembro, com término previsto para junho/2022.

Além da aceleração da inflação em grande parte do mundo, impactos também vieram da desaceleração do crescimento, principalmente na Europa, na China e em alguns países emergentes. A China segue com a economia fragilizada sobretudo no setor imobiliário devido à deterioração financeira de algumas incorporadoras, como o caso da Evergrande.

No Brasil, as pressões políticas continuam intensas e o ambiente deve perdurar até as eleições, em 2022. A indefinição em relação aos precatórios que vencem em 2022, as incertezas quanto ao risco fiscal e o baixo crescimento da economia fazem com que os ativos internos operem com alta volatilidade. Além disso, a expectativa para a inflação segue acelerando. A previsão da pesquisa Focus, do Banco Central, é de que o IPCA termine o ano em 9,33%, mais que o dobro da meta de inflação para 2021, de 3,75%, e chegue ao fim de 2022 em 4,63%, também acima da meta de 3,50% e próximo ao limite superior de 5%. Diante deste cenário, espera-se novos aumentos da taxa básica de juros (Selic) nas próximas reuniões do Copom, elevando as projeções para 9,25% ao final do ano.

Análise

No início do mês de novembro, até 08.11.21, o Ibovespa, acumula alta de 1,24%, e o Real se apreciou frente ao Dólar, acumulando alta de 1,86% no mês. As taxas de juros fecharam, marginalmente, com os índices IMA B5 e IMA B5+ acumulando resultados positivos no período de 0,55% e 1,90%, respectivamente.

Apesar do cenário de curto prazo mais desafiador, com muitas incertezas e alta volatilidade, estamos trabalhando para atingir as metas de rentabilidade futuras, considerando a visão de longo prazo de uma EFPC, buscando oportunidades de alocações para compor os portfólios dos Planos administrados pela BB Previdência.

Nos meses de outubro e novembro, estamos trabalhando na atualização das Políticas de Investimentos para o período 2022-2026, avaliando cenários e estudos de macroalocação, que visam à proposição de uma carteira adequada para cada um dos planos administrados pela BB Previdência, considerando a melhor relação risco versus retorno.

A BB Previdência segue avaliando oportunidades para alocações em títulos públicos federais, fundos de renda fixa, investimentos no exterior e fundos estruturados.

Glossário

EFPC – Entidade Fechada de Previdência Complementar.

IMA – Índice de Mercado ANBIMA. – É referência para os investimentos em renda fixa.

IMA-B 5 – Títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA com vencimento de até cinco anos.

IMA-B 5+ – Títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA com vencimento igual ou acima de cinco anos.

 

 

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